Um advogado e um engenheiro estão pescando no Caribe. O advogado comenta:
- Estou aqui porque minha casa foi destruída num incêndio com tudo que estava dentro. O seguro pagou tudo.
- Que coincidência! - diz o engenheiro - A minha casa também foi destruída num terremoto e perdi tudo. E o seguro pagou.
O advogado olha intrigado para o engenheiro e pergunta:
- Como você faz para provocar um terremoto?
Notícias, bastidores forenses, lendas jurídicas, piadas e outras (in)utilidades sobre o Direito.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Filosofia do estudante de Direito
Estudante de Direito não copia: compara compilações.
Estudante de Direito não fofoca: defende idéias.
Estudante de Direito não tem professor: tem mestre na matéria.
Estudante de Direito não dorme: se concentra.
Estudante de Direito não faz sexo: pratica conjunção carnal.
Estudante de Direito não se distrai: analisa o nexo causal entre as moscas.
Estudante de Direito não falta na faculdade: é solicitado em outros lugares.
Estudante de Direito não faz putaria: pratica ato libidinoso.
Estudante de Direito não cola: tem código comentado por ele próprio.
Estudante de Direito não diz besteiras: defende uma outra corrente.
Estudante de Direito não fica lendo e-mail no serviço: pesquisa jurisprudência.
Estudante de Direito não lê revistas na sala: mantêm-se informado sobre atualidades.
Estudante de Direito não fofoca: defende idéias.
Estudante de Direito não tem professor: tem mestre na matéria.
Estudante de Direito não dorme: se concentra.
Estudante de Direito não faz sexo: pratica conjunção carnal.
Estudante de Direito não se distrai: analisa o nexo causal entre as moscas.
Estudante de Direito não falta na faculdade: é solicitado em outros lugares.
Estudante de Direito não faz putaria: pratica ato libidinoso.
Estudante de Direito não cola: tem código comentado por ele próprio.
Estudante de Direito não diz besteiras: defende uma outra corrente.
Estudante de Direito não fica lendo e-mail no serviço: pesquisa jurisprudência.
Estudante de Direito não lê revistas na sala: mantêm-se informado sobre atualidades.
Cinco desejos do juiz
As 5 coisas que o juiz mais deseja:
1. Ter uma estagiária ou assistente tão gostosa quanto a mulher dele acha que ele tem.
2. Saber tanto quanto o meirinho acha que ele sabe.
3. Ganhar tanto quanto as partes acham que ele ganha.
4. Ter a vida mansa que o advogado acha que ele tem.
5. Ficar tão bem de beca como ele acha que fica.
1. Ter uma estagiária ou assistente tão gostosa quanto a mulher dele acha que ele tem.
2. Saber tanto quanto o meirinho acha que ele sabe.
3. Ganhar tanto quanto as partes acham que ele ganha.
4. Ter a vida mansa que o advogado acha que ele tem.
5. Ficar tão bem de beca como ele acha que fica.
Reforma no CPC
A reforma do Código de Processo Civil deixou de incluir cinco instrumentos processuais mais utilizados no meio jurídico. São eles:
1. Embargo de gaveta: recurso ex officio do juiz, que suspende o andamento do processo até que ocorra a sua prescrição. Faz coisa julgada formal e material.
2. Agravo de armário: recurso muito utilizado para esconder processos nas secretarias judiciais. O processo desaparece misteriosamente do cartório. Só quando o juiz corregedor dá em cima do escrivão, este logo o encontra, dizendo: "Aqui está! Estava caído atrás do armário".
3. Recurso do guarda-chuva: semelhante ao agravo de armário, a requerimento da parte em processos sem solução à vista. O advogado empurra o processo para baixo do armário do fórum com a ponta do guarda-chuva.
4. Agravo de cesto: a mais poderosa de todas as apelações processuais. Gera vícios insanáveis. O processo não pode ser recuperado sequer pela restauração de autos.
5. Embargos auriculares: o famoso pé de ouvido. O advogado procura o juíz e tenta "fazer a sua cabeça".
1. Embargo de gaveta: recurso ex officio do juiz, que suspende o andamento do processo até que ocorra a sua prescrição. Faz coisa julgada formal e material.
2. Agravo de armário: recurso muito utilizado para esconder processos nas secretarias judiciais. O processo desaparece misteriosamente do cartório. Só quando o juiz corregedor dá em cima do escrivão, este logo o encontra, dizendo: "Aqui está! Estava caído atrás do armário".
3. Recurso do guarda-chuva: semelhante ao agravo de armário, a requerimento da parte em processos sem solução à vista. O advogado empurra o processo para baixo do armário do fórum com a ponta do guarda-chuva.
4. Agravo de cesto: a mais poderosa de todas as apelações processuais. Gera vícios insanáveis. O processo não pode ser recuperado sequer pela restauração de autos.
5. Embargos auriculares: o famoso pé de ouvido. O advogado procura o juíz e tenta "fazer a sua cabeça".
Funeral de advogado pobre
Morreu um advogado pobre, recém-formado. Os colegas se juntam e vão pedir aos comerciantes da localidade uma contribuição de vinte reais para ajudar no funeral.
- Morreu um colega nosso, um advogado pobre que terminou seu curso a um ano somente, e estamo pedindo uma ajuda para fazer-lhe um bom funeral.
Pedindo de comércio em comércio, foram a um grande comerciante:
- Nós queríamos que o senhor contribuísse com a gente, nos dando vinte reais, para enterrar um advogado pobre.
- Vinte reais pra enterrar um advogado? Tome mil e enterre cinquenta.
- Morreu um colega nosso, um advogado pobre que terminou seu curso a um ano somente, e estamo pedindo uma ajuda para fazer-lhe um bom funeral.
Pedindo de comércio em comércio, foram a um grande comerciante:
- Nós queríamos que o senhor contribuísse com a gente, nos dando vinte reais, para enterrar um advogado pobre.
- Vinte reais pra enterrar um advogado? Tome mil e enterre cinquenta.
Carro
Um cliente está acertando as contas com um advogado.
"Você tem que me dar 3000 reais agora e mais 500 por mês".
"Tudo isto? Sinto-me como se estivesse pagando o preço de um carro!"
"Você está!"
"Você tem que me dar 3000 reais agora e mais 500 por mês".
"Tudo isto? Sinto-me como se estivesse pagando o preço de um carro!"
"Você está!"
O impedimento do jurado
O juiz pergunta ao jurado:
"Existe alguma razão para que você não faça parte do júri nesse caso?"
"Sim, meritíssimo, não gostaria de me ausentar do meu trabalho por tanto tempo"
"Mas eles não podem fazer o trabalho sem você?"
"Podem sim, mas eu não quero que eles descubram isso!"
"Existe alguma razão para que você não faça parte do júri nesse caso?"
"Sim, meritíssimo, não gostaria de me ausentar do meu trabalho por tanto tempo"
"Mas eles não podem fazer o trabalho sem você?"
"Podem sim, mas eu não quero que eles descubram isso!"
Loira versus advogado
Uma loira e um advogado estão sentados lado a lado num vôo de São Paulo a Belém. O advogado pergunta a loira se ela não quer participar de um joguinho interessante. A loira, muito cansada, diz que só quer dar um cochilo, agradece educadamente e se vira para a janela para uma soneca. O advogado insiste e explica que o jogo é fácil e muito divertido. Ele explica:
- Eu te faço uma pergunta e, se você não souber a resposta, me paga R$5,00 e vice-versa.
Novamente ela declina e tenta dormir um pouquinho. Mas o pentelho insiste:
- OK, se você não souber a resposta, me paga R$ 5 e se eu não souber a resposta, te pago R$500,00.
Isso chamou a atenção da loira, que, pensando que esse tormento não terminaria enquanto ela não participasse da brincadeira, decidiu concordar. O advogado fez a primeira pergunta:
- Quem descobriu o Brasil?
A loira não disse uma palavra, abriu a bolsa, pegou uma nota de R$ 5 e entregou ao advogado.
- OK, é a sua vez - ele diz.
Ela então pergunta:
- O que é que sobe a montanha com três pernas e desce com quatro pernas, é verde e tem cheiro de rosas?
E vira-se pro canto pra tirar um cochilo.
O advogado, desconcertado, pega seu laptop e pesquisa todas as referências, sem nenhuma resposta. Pega o telefone do avião (airphone), o conecta em seu modem, procura em todos os bancos de dados e bibliotecas possíveis, sem nenhuma resposta. Frustrado, manda e-mails para todos os seus amigos e colegas de trabalho, sem nenhum sucesso. Após uma hora, ele acorda a loura e entrega a ela R$500,00. A loira diz:
- Muito obrigada - e se vira de novo para uma nova soneca.
O advogado, pra lá de mal-humorado, acorda a loura novamente e pergunta:
-Muito bem, qual é a resposta?
Sem dizer uma palavra sequer, a loira abre a bolsa, entrega R$5,00 ao advogado e volta a dormir.
Não tem preço
Marido e mulher, num atrito familiar, começam a discutir. O marido berra:
- Entendi sua chantagem! O que você quer? Um carro? Uma casa nova? Uma viagem à Europa?
- Nada disso! Não dá mais! Eu quero o divórcio!
O marido, suando frio, se senta e suspira:
- Poxa, eu não estava pensando em gastar tanto...
- Entendi sua chantagem! O que você quer? Um carro? Uma casa nova? Uma viagem à Europa?
- Nada disso! Não dá mais! Eu quero o divórcio!
O marido, suando frio, se senta e suspira:
- Poxa, eu não estava pensando em gastar tanto...
Advogado no inferno
Um advogado morreu e foi para o inferno. Um mês depois, São Pedro recebe uma carta do Capeta, encaminhando o advogado. A carta dizia:
"Devolvo, com o presente, a alma do causídico Fulano de tal, por absoluta impossibilidade de mantê-lo sob meu domínio, pelas razões que seguem:
1. Ele abriu um escritório trabalhista e convenceu os capetinhas a ingressarem com ações trabalhistas pedindo insalubridade, periculosidade etc.
2. Depois, ingressou com uma ação direta de inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Infernal alegando excesso de concentração de poder contra mim.
3. Pra terminar, ele abriu uma imobiliária, loteou o Inferno e começou a vender as possessões satânicas em módicas e suaves prestações."
"Devolvo, com o presente, a alma do causídico Fulano de tal, por absoluta impossibilidade de mantê-lo sob meu domínio, pelas razões que seguem:
1. Ele abriu um escritório trabalhista e convenceu os capetinhas a ingressarem com ações trabalhistas pedindo insalubridade, periculosidade etc.
2. Depois, ingressou com uma ação direta de inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Infernal alegando excesso de concentração de poder contra mim.
3. Pra terminar, ele abriu uma imobiliária, loteou o Inferno e começou a vender as possessões satânicas em módicas e suaves prestações."
Na hora da morte
Um advogado morre, e pede em seu testamento que cada um de seus três sócios jogue 50 reais dentro de seu túmulo, na hora do enterro. O primeiro pensa muito, tira uma nota de 50 reais da carteira e a joga na cova. O segundo reluta bastante, mas também joga uma nota de 50 reais. O terceiro recolhe as duas notas de 50 e joga um cheque de 150 reais na cova.
Diferença entre advogado, contador e dona de casa
Como saber a diferença entre a dona de casa, o contador e o advogado? É só perguntar quanto é dois mais dois.
A dona de casa diz: "Quatro!"
O contador diz: "Acho que três ou quatro. Deixe-me verificar as contas de novo."
O advogado pensa um pouco, faz um ar matreiro, aproxima-se do interlocutor e pergunta baixinho: "Quanto você quer que dê?"
A dona de casa diz: "Quatro!"
O contador diz: "Acho que três ou quatro. Deixe-me verificar as contas de novo."
O advogado pensa um pouco, faz um ar matreiro, aproxima-se do interlocutor e pergunta baixinho: "Quanto você quer que dê?"
Advogado trocando a lâmpada
P. Quantos advogados são necessários para trocar uma lâmpada?
R. Não sei, mas o contrato seria algo mais ou menos assim:
O primeiro contratante, também conhecido como "Advogado", e o segundo contratante, também conhecido como "Lâmpada", dão por certo e concordam com os termos do seguinte contrato, pelo qual a segunda parte (Lâmpada) se obriga a ser removida de sua posição atual, como conseqüência de sua inaptidão para cumprir contrato anteriormente realizado entre estas partes, i.e., a iluminação da área que começa da porta da frente (norte), atravessando o corredor de entrada, terminando na área próxima ao living, delimitada pelo começo do carpete, sendo que qualquer excesso de iluminação corre por conta da segunda parte (Lâmpada), não cabendo quaisquer ônus para a primeira parte (Advogado), caso não haja sua autorização expressa. Esta transação de remoção inclui os seguintes itens, embora não se limite a eles:
1. O primeiro contratante (Advogado) deve, por meio de uma cadeira, escada ou outro meio de elevação, segurar o segundo contratante (Lâmpada) e rotacioná-la em sentido horário - este ponto sendo inegociável.
2. Após encontrar o ponto em que o segundo contratante (Lâmpada) se separa de um terceiro alheio a este contrato (Bocal), a primeira parte (Advogado) passa a ter a opção de dispor da segunda (Lâmpada), colocando-a na situação que lhe aprouver, nos limites da legislação federal, estadual e municipal.
3. Uma vez efetivada a separação e a acomodação da segunda parte (Lâmpada), a primeira parte (Advogado) tem a opção de iniciar a instalação de uma quarta parte (Nova Lâmpada). Esta instalação deve ocorrer de acordo com um procedimento semelhante e inverso ao descrito na cláusula primeira deste instrumento, sendo importante observar que o sentido de rotação deve ser no sentido anti-horário - sendo este ponto também inegociável.
4. As cláusulas acima podem ser ou não realizadas, ao alvedrio da primeira parte (Advogado), ou por terceiros autorizados por ele através de instrumento legalmente reconhecido, sendo as dúvidas resolvidas no sentido de maior proveito para a quinta parte envolvida, também conhecida como "Escritório de Advocacia".
Tempos difíceis
Um advogado recém-formado numa dessas inúmeras "faculdades de direito" que hoje existem pelo interior afora, tenta em vão conseguir algum cliente. Desesperado, sem encontrar qualquer ocupação, acaba indo parar num circo, onde lhe é oferecido o emprego de domador de leões. O dono do circo lhe explica:
"É simples, quando o leão vier pra cima de você, dê uma chicotada que ele recua na hora."
O jovem advogado, agora domador de lões, resolve tentar. Entra na jaula, e leão logo avança sobre ele. Dá-lhe então uma chicotada, e o leão recua. O público aplaude. Empolgado, ele começa a chicotear com vontade o leão, para delírio do público. O leão recua, fica de pé, coloca as mãos na cabeça, começa a girá-la, desatarracha, retira e diz:
"Calma, meu amigo, bate mais devagar, que eu também sou advogado!"
"É simples, quando o leão vier pra cima de você, dê uma chicotada que ele recua na hora."
O jovem advogado, agora domador de lões, resolve tentar. Entra na jaula, e leão logo avança sobre ele. Dá-lhe então uma chicotada, e o leão recua. O público aplaude. Empolgado, ele começa a chicotear com vontade o leão, para delírio do público. O leão recua, fica de pé, coloca as mãos na cabeça, começa a girá-la, desatarracha, retira e diz:
"Calma, meu amigo, bate mais devagar, que eu também sou advogado!"
Depois de morrer
Depois de morrer, um homem vai para o inferno. Ao passar por poços sulfurosos e pecadores aos gritos, ele vê o advogado mais famoso da cidade aconchegando-se a uma linda modelo.
- Isso é injustiça! – berra o homem ao diabo. Eu tenho de sofrer no inferno por toda a eternidade e aquele advogado fica com ela?
- Silêncio! - exige o demônio, brandindo o tridente na cara do homem - Você tem de pagar sua pena e a modelo tem de pagar a dela!
- Isso é injustiça! – berra o homem ao diabo. Eu tenho de sofrer no inferno por toda a eternidade e aquele advogado fica com ela?
- Silêncio! - exige o demônio, brandindo o tridente na cara do homem - Você tem de pagar sua pena e a modelo tem de pagar a dela!
Sentença incomum
DECISÃO PROFERIDA PELO JUIZ RAFAEL GONÇALVES DE PAULA NOS AUTOS DO PROC Nº 124/03 - 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas/TO
A Escola Nacional de Magistratura incluiu em seu banco de sentenças, o despacho pouco comum do juiz Rafael Gonçalves dePaula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, em Tocantins. A entidade considerou de bom senso a decisão de seu associado, mandando soltar Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, detidos sob acusação de furtarem duas melancias:
DECISÃO
Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.
Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)...
Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém. Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário apesar da promessa deste presidente que muito fala, nada sabe e pouco faz.
Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia....
Poderia dizer que George Bush joga bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?
Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade.
Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.
Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo.
Expeçam-se os alvarás.
Intimem-se.
Rafael Gonçalves de Paula
Juiz de Direito
A Escola Nacional de Magistratura incluiu em seu banco de sentenças, o despacho pouco comum do juiz Rafael Gonçalves dePaula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, em Tocantins. A entidade considerou de bom senso a decisão de seu associado, mandando soltar Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, detidos sob acusação de furtarem duas melancias:
DECISÃO
Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.
Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)...
Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém. Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário apesar da promessa deste presidente que muito fala, nada sabe e pouco faz.
Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia....
Poderia dizer que George Bush joga bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?
Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade.
Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.
Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo.
Expeçam-se os alvarás.
Intimem-se.
Rafael Gonçalves de Paula
Juiz de Direito
Técnico em Segurança do Trabalho no inferno
Um Técnico de Segurança do Trabalho morreu e chegou às portas do Céu. São Pedro procurou a ficha do Técnico de Segurança do Trabalho em seus arquivos mas, como andava um pouco desorganizado, não a encontrou na montanha de documentos. Então, ele falou:
- Lamento, mas seu nome não consta em minha lista....
Assim, o Técnico de Segurança do Trabalho foi até as portas do Inferno, onde lhe deram imediatamente moradia e alojamento. Pouco tempo se passou e o Técnico de Segurança do Trabalho se cansou de sofrer as agruras do inferno e se pôs a projetar melhorias. Com o passar do tempo, o Inferno já tinha ISO 9000, sistema de monitoramento de cinzas, ar condicionado, banheiros com drenagem, escadas rolantes, aparelhos eletrônicos, redes de telecomunicações, inspeções, programas de manutenção predial, sistemas de controle visual, sistemas de detecção de incêndios, PPRA, EPI, EPC, PAE, Manual de Primeiros Socorros, NR10, etc... Até começou a implantar ISSO 14001, visando um sistema de gestão.E o Técnico de Segurança do Trabalho passou a ter uma excelente reputação.
Um dia, Deus, estranhando a falta de reclamações que normalmente lhe chegava das bandas do Inferno, chamou o Diabo pelo telefone e perguntou desconfiado:
- Como estão vocês aí no Inferno?
- Nós estamos muito bem! Temos ISO 9000, sistema de monitoramento de cinzas, ar condicionado, banheiros com drenagem, EPI, EPC, atendemos a NR10, escadas rolantes, aparelhos eletrônicos, internet, etc. Se quiser, pode me mandar um e-mail para meu endereço, que é o diabofeliz@inferno.com. E olhe que eu ainda nem sei qual será a próxima surpresa que o Técnico de Segurança do Trabalho nos reserva! Devemos implantar ISO 14001 visando o meio ambiente, assim logo teremos um sistema de gestão.
- O QUÊ?! Vocês TÊM um Técnico de Segurança do Trabalho aí no Inferno? Nunca deveria ter chegado aí! Os Técnicos de Segurança do Trabalho sempre vão para o Céu; isso é o que está escrito e já está resolvido. Mande-o de volta para o Céu imediatamente!
- De jeito nenhum! Eu sempre pensei em e ter um Técnico de Segurança do Trabalho na organização.
- Mande-o para mim ou... EU LHE PROCESSO!
E o Diabo, dando uma tremenda gargalhada, respondeu a Deus:
- Ah, sim? Então, só por curiosidade, me responda: DE ONDE você VAI TIRAR UM ADVOGADO, se todos eles estão aqui...
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Entrevista com estagiário
O escritório de advocacia mais pão-duro da cidade abriu uma vaga de estágio. Depois de uma semana, só um candidato apareceu. O próprio advogado fez a entrevista com o rapaz.
- Vamos começar com perguntas simples, conhecimentos gerais, história, geografia, ciências, personalidades. Quem foi Stalin?
- Um cara que cantava estalando os dedos.
- E Lênin?
- Tocava nos Beatles.
- O senhor não quer dizer Lennon?
- Esse fazia dupla com a Lilian.
- Ah... Leno!
- Não... Cantano.
- Vamos mudar de assunto. O que é equação?
- É a arte de montar uma égua.
- E equitação?
- É quando a gente paga todas a nossas dívidas.
- O que é um quelônio?
- É um tipo de mineral radioativo.
- Não seria plutônio?
- Não... esse é o nome completo do cachorro do Mickey.
- O que é fotossíntese?
- Denominação técnica para um retratinho 3 x 4.
- O que é um símio?
- Um cara que nasceu na Símia.
- Na Símia? E qual é a capital da Símia?
- Nessa tu me pegou: não me lembro agora.
- Quem era Pancho Vila?
- Companheiro de Dom Caixote.
- O que é um caudilho?
- Um osso que tem na ponta da coluna e segundo os cientistas, comprova que o homem tinha rabo e descende do macaco.
- Onde fica a vesícula?
- Debaixo da clavícula.
- Onde ficam os glúteos e para que servem?
- Ficam na garganta e servem para engolir.
- Onde fica o baço?
- Não é baço. É braço. São dois e ficam antes das mãos.
- Para que servem as fibras óticas?
- Para movimentar os olhos.
- Onde fica o Triângulo das Bermudas?
- Qualquer costureira sabe: entre o cós e o gavião.
- Quem descobriu a Lei da Gravidade?
- Um médico ginecologista francês, o Dr.Jeckyl.
- Putz! E quem foi Sócrates?
- Sócrates? Ah essa é mole! Jogou na seleção e era chamado de doutor. Tá vendo? Também conheço futebol; não é por ser bacharel em direito que tenho que ser ingnorante!
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